O empenho de Alejandro, recompensado pela excelência do que escreveu, decodifica em passant a intenção de Bauman (…) para apontar, com irrebatíveis argumentos, que o cidadão transgressor torna-se um delinquente-tumor (expressão nossa), que deve ser extirpado do seu habitat social, sem que o Estado assuma sua responsabilidade de dar-lhe um tratamento digno e, muito menos, tentar recuperá-lo. [...] A mais, o texto (...) aponta que, na esteira dessas consequências, a nova orientação no tratamento criminal, entendendo-se falsamente como forma de combater eficientemente a criminalidade, e cônsono com o pensamento neoliberal, reduzir os investimentos para enfrentar a perversa crise do sistema prisional, além de exibir a intenção de aumento do controle e repressão, não abandonam – ao contrário, incrementam – a preponderância das soluções meramente punitivistas. O texto é de uma riqueza ímpar na nova literatura penal e se me aparenta com uma forma de resistência – não romântica e imatura – mas, sim, presa a uma realidade que passa imperceptível aos que tem a responsabilidade de ver que a punição oficial, hoje, mais não é que a legitimação da barbárie (presente, obviamente, a realidade prisional brasileira). Do prefácio de Aramis Nassif Desembargador aposentado do TJRS
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| Autor | Alejandro César Rayo Werlang |
| Editora | Chiado Editora |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 200 |
| Ano de edição | 2018 |
| Número de edição | 1 |

