Quatro mulheres que não se conhecem esperam juntas numa sala. Vão prestar depoimento sobre um homem acusado de assassinato. A ex-mulher o sustentava e comportava-se como sua amante. Para a mãe, ele era um filho estranho. A moça bonita leva no ventre um filho dele, que ela nunca quis ter. E a senhoria acredita ter visto tudo e conta com a presença da televisão para salvá-la da ruína. As diferentes realidades vividas por essas mulheres nunca se encontram - a não ser no homem, um desocupado, que procurava maneiras de gastar o tempo.
Campo de Sangue suga o leitor para essas espirais de realidades; para lugares indefinidos (o bairro, a pensão, a praia, a casa longe de tudo e perto do mar); para relações movidas por necessidades mas vazias de sentimento. A prosa de Dulce Maria Cardoso nos faz compartilhar a loucura desencadeada pela beleza e pela solidão, que leva ao desespero, ao amor e à morte.
Seu romance de estréia também foi publicado na França, e teve os direitos autorais vendidos para outros países da América Latina e para a Espanha.
"Campo de Sangue é uma máquina literária prodigiosa, alucinada e segura." - Maria da Conceição Caleiro, Público
"Narrativa intensa e até dolorosa. [...] O romance como arte poética." - Francisco José Viegas, Grande Reportagem
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| Autor |
Dulce Maria Cardoso |
| Editora |
Companhia das Letras |
| Idioma |
PORTUGUÊS |
| Encadernação |
Brochura |
| Páginas |
272 |
| Ano de edição |
2005 |
| Número de edição |
1 |