Acusado de homicídio, o protagonista-narrador de Coivara da memória passa as horas entre pilhas de processos e a redação de suas memórias, enquanto aguarda o julgamento. As razões do crime só aos poucos vão se fazendo entender, pois a rememoração obsessiva vasculha cada canto de suas lembranças. Sem maniqueísmos, e em passagens de raro lirismo, o protagonista constrói o inventário de personagens complexos – às vezes dúbios pelas incertezas da memória – que marcaram profundamente sua infância, adolescência e juventude: o quixotesco tio Burunga, o taciturno negro Garangó, o pai obstinado morto à traição – e renegado pelo sogro –, a mãe que não conheceu, o arrebatador e trágico amor de sua vida: Luciana. Ao revisitar estes e outros tantos, numa linguagem em si mesma ancorada naquele mundo agora feito em cinzas, o narrador se deixa entrever nessas lembranças pontuadas por ódios, injustiças e violências – mas também por gestos de generosidade, retidão e ternura, certo de que só a memória pode torná-lo mais humano. Francisco J. C. Dantas constrói em Coivara da memória, seu livro de estreia, republicado pela Alfaguara, uma obra fascinante, com personagens que assombram pela densidade, e uma narrativa que cativa pela beleza.
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| Largura (cm): | 15,00 |
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| Autor | Francisco J. C. Dantas |
| Editora | Alfaguara |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 360 |
| Ano de edição | 2013 |
| Número de edição | 1 |

