O principal narrador do livro, Oskar, é um menino extremamente inteligente de 9 anos de idade, sofre com a morte do pai, uma das vítimas do ataque ao World Trade Center, que estava no local da tragédia por um mero acaso: uma reunião no Windows of the World, o restaurante no último andar de uma das torres. A dor de Oskar não vem só da perda, mas do fato de julgar ser o único a ouvir as últimas palavras emitidas pelo pai, deixado numa secretária eletrônica. O grande mérito da história de Foer é que Oskar é uma criança intelectualmente bem-dotada, aparentemente madura para sua idade, mas, ainda assim é uma criança que não tem ideia de como lidar com a dor e usa a imaginação para criar inventos absurdos e escrever cartas para celebridades do mundo científico, oferecendo-se como pesquisador assistente. É essa mesma imaginação fértil que o levará a se transformar em detetive, após encontrar uma chave, que aparentemente nada abre, entre os guardados do pai. A narrativa é conduzida não apenas por frases e parágrafos, mas também por palavras dispersas, grafismos, cores, fotos, códigos numéricos e textos sobrescritos. Tais recursos são muito mais que maneirismos estilísticos; exemplificam a dificuldade de estabelecer comunicação, de achar as palavras certas no momento certo. Uma inteligente metáfora para os personagens de Foer, pessoas que amam profundamente, mas têm extrema dificuldade em dizê-lo.
| Código: | L000001-9788532520562 |
| Código de barras: | 9788532520562 |
| Peso (kg): | 0,530 |
| Altura (cm): | 21,00 |
| Largura (cm): | 14,00 |
| Espessura (cm): | 2,20 |
| Autor | Jonathan Safran Foer |
| Editora | Rocco |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 392 |
| Ano de edição | 2006 |
| Número de edição | 1 |

