O corpo humano tem mais de cem mil genes. Cientistas afirmam: apenas um define o sexo. Daniella Pontes decidiu se ocupar deste ponto no círculo de temas relevantes. Indiretamente trata outros. Sim, o óbvio carece debate, elaboração da arte. Sempre. Somos diferentes e merecemos a igualdade. Não se ignora a existência de deveres essenciais iguais. Já os direitos ... Ah os direitos... Duro bater na mesma tecla. Quem é arrecife sabe desse jeito. Incômodo: Tanto a avançar. Veja lá. Antiga Grécia: Hipátia – guardiã da Biblioteca de Alexandria – incansável pela teoria heliocêntrica. Silêncios milenares não reconhecem nossa contribuição e talento. O lugar de fala não é democrático. Deveria. Escolho globalizar o mundo e suprimo sabedorias locais. Inteligências raras. Apago pegadas de experiências que serviriam a outras. Daniellæ (permitam a prefiguração da linguagem) deu o primeiro passo. A efígie da personagem Bella impressa no primeiro livro. A transmutação da figura, com o desaparecimento da primeira letra e surgimento do anagrama “æ”, neste segundo, não por acaso, do conhecimento da região solar, impregnada de sotaques e híbrida, originando coisa nova. De boa estima não é uma das alternativas anteriores. E sim, todas. Firme em avançar com as primas e os primos em suas histórias. Aventurando-se do aborígene ao logaritmo, sem medo de ser feliz. Embora a linguagem guie por lógica algorítmica, de possibilidades finitas, Ellæ prova que há muito que fazer. Particularmente, tive a sorte de experimentar orgulho de pedra. Testemunhar, com intensidade, etapas do processo. Gratidão à recompensa. Gozo de andarilha; eterna certeza das descobertas ao acreditar no mérito da palavra; apreço ao brilho no olho consequente da poesia, mesmo em retina cansada. A história é para a história e mais. Ciência e a literatura ampliam modo de experimentar. Pura criação diante da verdade dura, crua. Guarda radiante sua força desperta e reserva o direito de atravessar florestas sem lobos ou chapeuzinhos. Do contrário, habitadas por lobas, cetáceos, seres alados æ humanos, de infinitas possibilidades combinatórias. Na Teriantropia reconhece: Há ponto capaz de fazê-los rebulir. Curiosidade e humor, é claro. De espectro animal.
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| Autor | Daniella Pontes |
| Editora | Chiado Editora |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 208 |
| Ano de edição | 2018 |
| Número de edição | 1 |

