Como podem as narrativas construídas por jovens moradores de bairros periféricos de Salvador disputarem espaços de representação com as narrativas midiáticas hegemônicas e com as narrativas oficiais do poder público? Qual o potencial de desestabilização das narrativas instituídas sobre Pernambués, Cosme de Farias, Alto do Cabrito e Marechal Rondon que elas apresentam? Esses dois questionamentos são basilares na argumentação desenvolvida por Daniela Matos neste livro. Nesse sentido, além de interessar ao campo de estudos das Ciêcias Sociais e Sociais Aplicadas, o elo com as experiêcias de Arte e Educação e os diálogos com a Comunicação Social faz deste trabalho uma contribuição interdisciplinar para todos que fizeram da juventude não um objeto de estudo, mas sujeitos com os quais se desvelam conhecimentos. A escrita política que transborda dessa juventude periférica pode ser, também, percebida no texto de Daniela Matos, de modo que as características mais típicas da pesquisa científica no seu trabalho (como o rigor do método e a complexificação das referêcias teóricas) ganham sentidos contra-hegemônicos, ao serem banhados pela dinamicidade do fenômeno em estudo. “Escritas da cidade”;: juventudes e resistêcias nas periferias de Salvador é uma demonstração de como as ações estético-políticas podem desestabilizar consensos e incluir tanto novas abordagens aos temas quanto novos sujeitos no debate, a partir das suas complexidades e incompletudes, as quais se revelam no processo de construção de conhecimento que se dá simultaneamente ao momento de ocupação desse outro lugar.
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| Autor | Daniela Abreu Matos |
| Editora | Appris |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 279 |
| Ano de edição | 2018 |
| Número de edição | 1 |

