O narcisismo tem sido até hoje de renovado interesse pela sua atualidade para a análise do que se convencionou chamar pós-modernismo, em que a superficialidade e a brevidade são traços marcantes dessa cultura da pressa, com pouca margem para a reflexão. Freud também utilizou o conceito para análise da cultura totêmica e da sociedade de seu tempo, identificando um mal-estar na cultura. Mas ele também o aplicou para a compreensão de quadros clínicos, especialmente as psicoses, por ele designadas como neuroses narcísicas. Com a introdução desse conceito na teoria psicanalítica houve um remanejamento conceitual da teoria das neuroses e da técnica, cuja repercussão estendeu-se aos analistas posteriores, até os nossos dias. Atestando a importância do assunto, ele encontra guarida no campo das artes plásticas, na literatura, na dança, com diferentes representações. Há incontáveis telas e esculturas figurando Narciso, renovando a cada dia seu interesse. Serve igualmente de ferramenta crítica em textos filosóficos e trabalhos sociológicos, sendo a discussão do tema sempre retomada e enriquecida por novos aportes. No entanto, quando se trata de defini-lo, encontram-se grandes divergências conceituais, algumas inconciliáveis, e o propósito deste livro é buscar uma definição genérica que dê conta de toda essa diversidade para facilitar o debate e implementar novas contribuições para aprimorar seu entendimento.
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| Largura (cm): | 14,80 |
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| Autor | Paulo de Tarso Ubinha |
| Editora | Appris |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura com Sobrecapa |
| Páginas | 207 |
| Ano de edição | 2018 |
| Número de edição | 1 |

