Teopoética: mística e poesia evoca este exercício de produção do paradoxo em que possibilita o impossível na linguagem. Essa capacidade poética compreende como Palavra divina, seja ao poeta, seja ao místico, quando na condição de ser palavra inspirada. Entretanto, para evocar Michel de Certeau, a poesia como prática discursiva também está relacionada a uma prática social, com duas funções: ética e crítica. Assim, em tempos de muros, a teopoética é chamada a ser ponte, e aqui não somente porque une o velho e o novo continente, mas porque a esperança que doa nos aproxima dos dias que ainda não se realizaram plenamente, mas que já estão presentes nos mais nobres sonhos de humanidade que habitam nossos desejos, e alimentam a resistência. A poética dos místicos, naturalmente insurgentes, não autoriza a desistência do ético, e todo discurso ético é de algum modo místico, sobretudo em novos tempos de teodiceia que buscam justificar o antiético.
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| Autor | Maria Clara Lucchetti Alex; Bingemer Villas Boas |
| Editora | Paulinas |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 340 |
| Ano de edição | 2020 |
| Número de edição | 1 |

