Conheça a invenção de coisa alguma, essa intenção de um absoluto nada. Poesie-se, destrinche estas imagens apalavradas à que se propõe estas tolas letras, ao contar tantas mentiras. Traga seu coração estampado, todo escancarado, e sugue todo som que tais simplórios poemas possam destampar . Não procure pela verdade, pode futucar e inquirir, não irá achar essa ranzinza aqui. Esse chão de papel não é feito de barro, e sim, de estrelas e inventos, das coisas miúdas, por aqui vai encontrar as profundezas insignificantes do vão. Ideias descalças, despretensiosas. Desnudando nossa preguiçosa derme de conformidade, desfolhando o enterrado e amaldiçoado badulaque sagrado da dor. Dizendo sem querer ser ouvido, querendo escutar mesmo o eco de tuas transmutações,desmembramentos e reformas. Pretende-se a discordância , a imperfeição e o inacabado. Por isso ensaio, por isso poesia , e que para esses usos somente a dor. Desenlace, se exponha ao douro que nos arde. Se desencaixe.
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| Autor | Rafael Rodrigues Nunes |
| Editora | Chiado Editora |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 122 |
| Ano de edição | 2016 |
| Número de edição | 1 |

