O escritor húngaro Sándor Márai chegou ao final de Os sertões, de Euclides da Cunha, entre exausto e extasiado. Fascinado pela história do combate entre as forças republicanas e o arraial de Antônio Conselheiro, no sertão da Bahia, decidiu escrever o que ele acreditava ter ficado "de fora" do livro. Como ele mesmo declarou, depois de ter finalizado sua leitura, era como se tivesse estado no Brasil.Veredicto em Canudos é fruto desse ímpeto criativo que atingiu Márai. Escrito no final dos anos 60 a partir da leitura da tradução inglesa de Os sertões, o livro foi publicado em húngaro no Canadá, em 1970. O romance conta a história de um ex-cabo do Exército brasileiro que relembra, meio século depois, o dia em que as forças do governo arrasaram o arraial do Conselheiro. As questões que Márai levanta são de uma atualidade surpreendente, como a dificuldade em discernir de que lado estão a civilização e a barbárie quando um combate apaga as fronteiras entre o bem e o mal, massacrando o lado mais fraco.Como observa o romancista Milton Hatoum, que assina a orelha do livro, "esse Veredicto é ao mesmo tempo um alento e um desafio, pois ''o impossível é a única coisa em que vale a pena acreditar''".
| Código: | L000001-9788535902341 |
| Código de barras: | 9788535902341 |
| Peso (kg): | 0,209 |
| Altura (cm): | 21,00 |
| Largura (cm): | 14,00 |
| Espessura (cm): | 0,80 |
| Autor | Sándor Márai |
| Editora | Companhia das Letras |
| Idioma | PORTUGUÊS |
| Encadernação | Brochura |
| Páginas | 160 |
| Ano de edição | 2002 |
| Número de edição | 1 |

